Resultados de: outubro, 2016

Startups e tecnologia: o casamento perfeito a favor da sociedade

A inovação e a tecnologia precisam estar no DNA de qualquer novo negócio na atualidade, mas é preciso também pensar em resolver problemas e facilitar a vida das pessoas

É com imenso prazer que vou utilizar este espaço para falar sobre dois universos que vivem se cruzando, principalmente no mundo dos negócios: startups e tecnologia. A inovação precisa fazer parte das startups que são empresas jovens, escaláveis e com alto potencial de crescimento e ela pode estar numa tecnologia, produto ou serviço. Em resumo, pode vir de qualquer lugar, o importante é estar aberto a ela e criar as condições necessárias para que estas ações inovadoras alcancem seu objetivo final dentro do negócio.

Sou um dos precursores do movimento de investimento anjo e apoio ao desenvolvimento dos negócios iniciantes no Brasil, e vi ao longo da última década um aumento bastante significativo em relação ao número de pessoas empreendendo, o número de startups criadas, dos negócios que conseguem se estabelecer (e até crescer), o número de investidores e o número de iniciativas de apoio e fomento deste ecossistema. Mas é preciso lembrar que todo esse crescimento só foi possível porque houve base e respaldo tecnológico para fazer com que tudo se desenvolvesse com rapidez, precisão e funcionalidade.

Para ilustrar, separei exemplos que facilitam a visualização de como a tecnologia aplicada influencia e impulsiona os novos negócios no Brasil e no mundo. Note ainda que não há limites para sua utilização e propagação, que vai desde a área da saúde até o compartilhamento de informações relevantes para determinados grupos específicos.

Já são vários casos e relatos de aplicativos específicos na área de saúde que ajudam a coletar sangue, para diagnósticos, para emergências, para acompanhar idosos, etc. A Cruz Vermelha do Brasil, por exemplo, disponibiliza um aplicativo que possui vídeos didáticos para acompanhar procedimentos que devem ser adotados pelo cidadão em casos de acidentes como queimaduras, ferimentos com armas de fogo, crise epiléptica, choque elétrico, fraturas, entre outros. O Corpo de Bombeiros de Pernambuco disponibiliza o aplicativo “Primeiros Socorros” que traz dicas especiais sobre como ajudar as vítimas em momentos de dificuldade, como em caso de picada de cobra, sangramento, fraturas e entorses, engasgo, assim por diante. Aplicativos de uso geral também são usados para ajudar médicos. No INCOR, em São Paulo, o Whatsapp está ajudando na comunicação e avaliação das condições de órgãos que podem ser transplantados.

O consumo colaborativo, a troca de experiências e de serviços específicos, de propriedade compartilhada, aluguel, compra coletiva, passando também pela subscrição, pelo empréstimo, pelo micro financiamento, crowdfunding, crowdsourcing etc.: esses são os principais aspectos e modelos de negócios da Economia Compartilhada. O exemplo mais popular e conhecido do mercado é o Uber, onde pessoas normais (drivers) dirigem seus próprios carros particulares para outras pessoas usando apenas um aplicativo para conexão e negócio entre elas. Existem outros exemplos: o Airbnb, onde as pessoas se hospedam em casas de outras pessoas sem ter necessariamente que ficar hospedados em hotéis tradicionais; o Zipcar, onde qualquer pessoa pode alugar carros de outras pessoas, sem precisar de uma locadora; o Netflix, onde pessoas podem ver filmes pela internet em qualquer device (incluindo a televisão) sem precisar baixar ou pagar entradas como no cinema ou pagar para alugar de filmes – basta fazer uma assinatura e ver na hora que quiser; imagine jantar na casa de um estranho que preparou a mesa especialmente para você – veja como funciona o Dinner; conhece o Tripda, o aplicativo que busca caronas para reduzir o custo de seu deslocamento? Que tal pegar uma carona com alguém?

“A questão não é mais a tecnologia em si, mas o uso da tecnologia como parte essencial na vida das pessoas e dos negócios”.

Esses são apenas alguns dos inúmeros exemplos de como boas ideias aliada a tecnologia têm se tornado soluções cada vez mais significativas e acessíveis. Hoje eu fico por aqui, no próximo artigo vamos falar sobre as startups mais tecnológicas do mercado brasileiro e de exemplo de investimento em startups, até lá!

Pense nisso!

Por João Kepler

Não tenha medo dos investidores

Você é daqueles que ainda vê um investidor num patamar inatingível? Dos que hesitam em vir nos contar sobre seu empreendimento?

Pois saiba: conhecer você(s) e ouvir sobre suas iniciativas e projetos é parte importante do nosso trabalho. É neste primeiro contato com os empreendedores que acontece a faísca à partir da qual nossos processos relacionados a um possível investimento começam.

Nosso objetivo é encontrar oportunidades compatíveis com nossos critérios de investimento. Este é um de nossos maiores desafios e, mesmo com toda transparência dos nossos critérios de investimento e análise, parte importante dos nossos esforços e recursos são consumidos em uma etapa chamada “originação”, na qual estabelecemos contato com os empreendedores.

Esta etapa acontece de forma:

Originação Pró-ativa, ou seja, à partir da nossa Tese de Investimento, procuramos ativamente oportunidades de investimento nos setor de nosso interesse, lendo revistas especializadas, conversando com especialistas daquele setor, participando de eventos e pedindo recomendações à nossa rede de contatos. Nós entramos em contato com as empresas.

ou

Originação Reativa, recebendo contatos através do site, e-mail, twitter e em eventos, ou de qualquer outra forma pela qual o empreendedor toma a iniciativa da conversa.

Estabelecido contato, o processo segue geralmente o seguinte fluxo:

Ou seja, para chegarmos ao investimento, os projetos vão avançando nestas etapas, nosso “funil de investimento”. Muitos se perdem ou param em cada um destes passos intermediários do processo.

Nossas estatísticas atuais apontam para cerca de 1(uma) proposta de investimento para cada 300 (trezentos) contatos iniciados. Uma “taxa de conversão” de 0,33%.

Lembre-se disso da próxima vez que hesitar em vir conversar com a gente. Se você tem um bom projeto, falar com você é nosso trabalho. Faça a sua lição de casa e entre em contato conosco. Queremos falar com você !

Em tempo: com alguma frequência somos questionados quanto à confidencialidade do material recebido. Alguns empreendedores nos pedem para assinar NDAs (Non disclosure agreements ou termos de confidencialidade), antes de nos contarem sobre seus projetos, com medo de que o valor das suas ideias seja copiado ou divulgado.

Vale então esclarecer:

Como regra geral, não podemos assinar acordos deste tipo de ante-mão por não termos como garantir não ter ouvido ou estar envolvidos com projetos parecidos, mesmo que remotamente. Eventuais assinaturas criariam um grande potencial passivo para qualquer investidor.

Todos os projetos recebidos são divulgados somente internamente, entre os sócios da Astella e debatidos com os próprios empreendedores. Vivemos da nossa reputação.

Por fim, acreditamos na maioria dos casos que não se encontre nas ideias o grande valor das oportunidades. Este está ligado a um conjunto de elementos incluindo dentre outros: time (experiência e capacidade de execução), mercado (tamanho e maturidade), etc..

Por Edson Rigonatti

Qual o time ideal para vencer o jogo em uma startup?

Frequentemente nos deparamos com a questão de se estamos apostando no jóquei ou no cavalo. O que é mais importante, os empreendedores ou a empresa/produto? É óbvio que a oportunidade tem que ser grande, enorme, gigante. Mas um produto diferenciado é uma aposta menos arriscada que um time competente e entrosado?

Economistas e investidores vem debatendo essas perguntas há pelo menos 70 anos. Existem inúmeros estudos empíricos (Coase – 1937, Hart -1995 e Kaplan – 2007) e algumas evidências sistemáticas (Collins – 2001, Marmer – 2011). E no frigir dos ovos, se você quer construir uma empresa extraordinária (e nós queremos investir em empresas extraordinárias!), o que interessa é ter as pessoas certas no seu time e com elas descobrir para onde ir.

Mas quem são as pessoas certas para o seu time e quando trazê-las a bordo? Isso depende do tipo de empresa que você está construindo e em que estágio se encontra.

Se a empresa foca no mercado corporativo (ex: Oracle, Salesforce) o time tem que ser forte em negócios e vendas, geralmente pessoas com MBAs e anos de experiência na indústria. Já se a oportunidade está no mercado de pequenas e médias empresas (ex: HubSpot, Zendesk) o time tem que ter uma mistura de experiências em negócios e tecnologia. E se o foco for o mercado de consumo, o time tem que ter talentos predominantes em tecnologia (mais detalhes ver Startup Genome).

Se você está começando a montar sua empresa, o mais importante é você encontrar os sócios certos. Alguém que te complemente nos negócios ou em tecnologia. Nessa fase, 2 ou 3 pessoas é o máximo que é necessário.

A partir do momento em que for validado o modelo de negócio é que se deve começar a expandir o time e acelerar o desenvolvimento da plataforma e mecanismos de interação com clientes, formando um time de 5 a 6 pessoas.

Apenas quando a empresa estiver pronta para escalar rapidamente e que se deve considerar um time maior, com apoio administrativo e uma maior especialização em marketing e tecnologia.

Abaixo, temos 3 cenários sugeridos pelo David Teten em como estruturar (e o que pagar, em dólares) seu time:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Por Edson Rigonatti

Quero ser… referência!

No mundo de hoje somos bombardeados de informações que chegam a todo o momento e em diferentes formatos. São profissionais de diversas áreas que desenvolvem seus respectivos trabalhos e projetos com um único objetivo: ser reconhecido no mercado (ou pelo menos pelo seu público alvo!). É cada vez mais comum ver pessoas que estão tentando fazer do seu dia a dia fonte de inspiração para outros tantos, mas essa tarefa além de difícil requer muito conhecimento e domínio da área de atuação e principalmente muito foco, disciplina e dedicação, preço que nem todo mundo está disposto a pagar.

Para se tornar uma referência então o caminho é ainda mais longo e precisa ser trilhado com bases sólidas e trabalho progressivo consistente. Para chegar no “nível” de ser considerado pelos outros o “maior” ou “melhor” não é do dia pra noite e muito menos sem fundamento. Principalmente quando se trata do mercado que é implacável e nem sempre te dará a chance de errar e consertar em seguida.

Ao longo dos anos já vi muita gente “se achar” o tal, mas sem o respaldo de quem realmente precisava ter, não foram muito longe porque a empolgação acaba e a rotina de alto se afirmar o tempo todo e de se vangloriar pelo que você não é ou não fez, sem dúvida não é uma das tarefas mais satisfatórias. Note que a referência acontece pelo reconhecimento dos clientes ou das pessoas que você impacta diretamente. São eles que indicam você e sua empresa e dão o aval se tiverem suas expectativas superadas. Sim, superadas! Porque entregar o que todo mundo entrega não lhe dá nem a chance de tentar ganhar mais espaço no mercado. Surpreender é entregar aquilo que você se dedica a fazer diariamente, mas que na percepção de quem recebe tem um significado diferente. Precisam estar embutidos ali a sua dedicação, sua vontade de fazer mais e de resolver determinado problema. Só está apto a surpreender quem pensa e agi de forma diferente do convencional, pense assim: o que todo mundo faz ou faria nesta situação? Se a partir desta resposta você estiver disposto a buscar novos e diferentes caminhos e possibilidades já será sem dúvida um começo bem interessante.

O empenho em fazer o melhor, de forma diferente e comprometida precisa estar diretamente ligado ao resultado do produto/serviço final. Seu esforço, as noites perdidas de sono, ou as ideias anotadas naquele guardanapo na hora do almoço precisam estar “embalados para entrega” no momento em que você entregar o que pretende ao seu cliente/público. Não é uma tarefa fácil, justamente por isso poucos são aqueles que realmente se tornam referências em seus segmentos. Se esse realmente for seu objetivo o primeiro passo é estar ciente de que sua caminhada será longa e a recompensa nem sempre virá na velocidade esperada. Referências são construídas, lapidadas e principalmente preparadas para assumir tal posição.

Por João Kepler

Como investidores avaliam a capacidade de liderança de empreendedores

Ontem participamos de um focus group promovido pela HSM Educação com Dave Ulrich e Norm Smallwood para discutir como fundos de Venture Capital, Private Equity e Public Equity avaliam a capacidade de liderança de empreendedores, e quão importante esse item é na tomada de decisão.

Além de explorarem a dinâmica do mercado local, o Dave e o Norm apresentaram resultados de entrevistas com mais de 400 investidores de todos os continentes sobre o tema, além de exporem suas teorias sobre liderança.

Na pesquisa, quando questionados sobre a importância de 3 critérios na escolha de investimentos, os investidores atribuem 33.1% da decisão às características e oportunidades da indústria, 38.1% à performance histórica ou tração da empresa e 28.8% à capacidade de liderança dos empreendedores.

Os resultados são convergentes com outros estudos sobre o tema. Em “A Framework for Evaluating Startups”, Steven Kaplan explora se investidores deveriam apostar no cavalo (produto ou empresa) ou no jóquei (empreendedores). O estudo sugere que a aposta no cavalo é na maioria das vezes melhor do que no jóquei. Em outras palavras, um grande negócio geralmente sobrevive a uma liderança medíocre, mas um time de primeira raramente supera uma mau negócio.

Embora as evidências apontem para que o valor de uma empresa emana de ativos e não de pessoas, acreditamos que, não se tratando de produtos naturais (mineração, agricultura, petróleo, etc.), são as pessoas (jóqueis) quem criam os ativos (produtos, vantagens competitiva). Assim sendo, acreditamos que liderança é TUDO.

Dave e Norm sugerem que os investidores deveriam focar em 3 áreas quando avaliando empreendedores e suas capacidades de liderança:

1) Os empreendedores preenchem os requisitos mínimo de liderança? Ou seja, conseguem (i) articular estratégia, (ii) executar, (iii) atrair talentos (iv) preparar as lideranças futuras e (v) tem características pessoais positivas?;

2) Os empreendedores conseguem criar vantagens competitivas? Ou seja, serão capazes de criar um produto único, ou o produto mais barato, ou a operação mais eficiente ou a cultura mais marcante da indústria?

3) Os empreendedores tem os sistemas necessários para serem bem sucedidos? Ou seja, tem processos para cuidar dos talentos (contratar, treinar, motivar), dos fluxos de informação (TI) e das finanças (orçamento, demonstrativos, relatórios).

Eles também recomendam que investidores explorem esses critérios através de entrevistas 360o (empreendedores, colaboradores, clientes, fornecedores), acompanhamento de projeções ao longo de alguns meses, e do processo de due diligence.

Como você avaliaria a SUA capacidade de liderança? Se você é um auto-ditada, sugerimos um dos livros do Dave Ulrich, ou o Leadership Challenge do James Kouzes. Se você preferir algo mais intensivo, sugerimos o curso de liderança do Dave Ulrich que a HSM está lançando.

Por Edson Rigonatti

Prove o contrário, mostre resultado

Só existe uma coisa capaz de mudar o que as pessoas pensam sobre você: resultados! Essa palavra quase que mágica tem o poder de mudar não apenas opiniões, mas de fazer com que decisões sejam tomadas e novos rumos traçados a partir de resultados (para o bem ou para o mal).

O que os consumidores sabem sobre sua empresa, por exemplo, diz respeito ao que está sendo divulgado sobre ela e também sobre sua postura, seu comportamento no mercado, pela sua forma de se relacionar com os clientes, de se posicionar e se apresentar publicamente.

Observe que em nossa sociedade contemporânea muita gente ainda se preocupa demais com o que os outros pensam. As preocupações nessa linha passam por: “Por que fulano pensa isso de mim?”, “Por que ele fala mal de mim?”, “Por que não curtem, comentam ou compartilham o que eu escrevo?”, “Por que não faço parte daquela turma?”, “Por que preferem A ou B e não meu nome?”, “Por que não fui convidado?”. Enfim, essas e muitas outras “neuras” fazem parte do dia a dia de qualquer pessoa.

Imagine o seguinte: tudo o que a outra pessoa fala ou pensa sobre você é uma questão de perspectiva, principalmente quando se trata de assuntos profissionais (afinal nesta relação geralmente não existe proximidade, intimidade). Isso mesmo, o que as pessoas pensam diz respeito à percepção que elas têm de você naquele momento. Erradas ou certas, é assim que acontece e vai continuar acontecendo. Se você deseja que seu negócio seja reconhecido e respeitado de uma maneira X no mercado, o que tem feito para construir e manter essa imagem?

Parece óbvio, mas não é! Se as pessoas não te valorizam, é porque a percepção delas sobre o que efetivamente sabem de você está errada ou equivocada. Mas e aí? Aí é correr para tentar argumentar, mostrar outros pontos de vista, conversar, fazer marketing, divulgar seus feitos e esconder seus defeitos. Pode até ser que isso funcione, mas, na minha opinião e experiência, a única forma de mudar o que as pessoas pensam sobre você é a palavra: resultado.

Conquiste seu espaço com resultados concretos e mude para sempre a percepção das pessoas registrando coisas positivas e efetivas na mente delas. O resultado é inquestionável, ele tem a força de transformação do mapa mental, por isso, foque seus esforços nessa linha que você não precisará mais mudar o que as pessoas pensam sobre você. Dos seus resultados vem a sua reputação e sua relevância.

A exceção vai para as pessoas negativas, os haters ou os losers. Para elas, não importa o seu ótimo resultado e sua boa reputação, pois serão sempre contra você. A boa notícia é que, neste caso, elas serão apenas a minoria, por isso, se afaste e fique bem longe do alcance delas

Por João Kepler

Aonde estão nossos evangelistas?

Segundo a tradição bíblica1, os evangelistas proclamavam as boas novas da redenção para os perdidos e simplificavam o Evangelho para persuadir os homens à fé. No lugar de Mateus, Marcos, Lucas e João, hoje temos evangelistas como Guy Kawasaki, Vint Cerf, Jeff Barr e Robert Scoble.

Ao invés de abraçarem uma única fé, esses novos evangelistas tem em comum o fato de terem construído uma comunidade em torno de produtos ou marcas, resultando em estrondoso sucesso das empresas que representavam, respectivamente Apple, Google, Amazon e Rackspace.

No mundo da tecnologia e da inovação, o papel do evangelista é fundamental, já que angariar suporte o suficiente para a adoção de uma novo produto pode representar a vida ou morte para uma empresa. A dedicação, e muitas vezes a fé, dessas pessoas a sua causa é o que cria o efeito de rede necessário para a rápida propagação de um produto ou serviço.

Geralmente, esses evangelistas conseguem sintetizar uma estória coesa e empolgante, e passam a divulgá-la  através de apresentações, palestras, artigos, blogs, livros, demonstrações, redes sociais etc.

É indissociável o sucesso de uma nova tecnologia ou produto de um grande evangelista, seja ele um empreendedor como Steve Jobs ou um colaborador como Robert Scoble. O infográfico2 abaixo resume o impacto atribuído Scoble nos preços das ações da Rackspace (RAX) bem como os números das conexões dele nas redes sociais

Muitas vezes, o evangelista é desdenhado por sua organização. Normalmente conhecido como o cara “dos relacionamentos”, é a pessoa responsável pelo desenvolvimento dos novos negócios e dos novos relacionamentos dentro de uma empresa.

Se você quer acelerar o crescimento da sua empresa, ou você precisa ser um evangelista, ou ter alguém no seu time com essas características. Essa é a única maneira de criar o efeito manada, desejado por todos nós empreendedores.

Eu tive muita sorte de trabalhar na Lucent ao lado de um dos maiores evangelistas brasileiros – Luiz Cláudio Rosa – e tenho acompanhado a formação de um dos grandes evangelistas empreendedores – Eric Santos; e venho tentando seguir seus passos.

Destile a sua história com a SOAP, aprenda sobre inbound marketing com o Eric na Resultados Digitais e comece a evangelizar o mundo!

1 – http://pt.wikipedia.org/wiki/Evangelista

2- http://www.cloudave.com/9246/does-every-company-need-a-robert-scoble-infographic-evangelism

Por Edson Rigonatti

Por que as startups falham?

A CB Insights (www.cbinsights.com) realizou uma pesquisa cujo objetivo era identificar as razões que levam uma startup ao fracasso, essas informações estão disponibilizadas para que startups, investidores, academia e corporações tivessem alguns insights sobre essa importante questão.

Diversas startups foram analisadas e as razões para o fracasso são muito diversas. Depois de chegar as tais constatações, o estudo apontou e compilou as 20 principais razões que são responsáveis pelo fracasso de boa parte das startups espalhadas pelo mundo.

Com o objetivo de alertar e compartilhar o conhecimento, apresento estes motivos abaixo, para que nossos empreendedores analisem cada ponto, para que façam uma auto avalição mesmo. Aproveite e repense seu negócio:

1. Construir uma solução procurando um problema, isto é, não visando uma “necessidade do mercado”.

Resolver os problemas que são interessantes para resolver e não aqueles que servem a um propósito, a uma necessidade de mercado, esse erro foi citado como a razão número um para o fracasso em um notável 42% dos casos.

2. Correr para “fora da caixa”.

Dinheiro e tempo são finitos e precisam ser alocados criteriosamente. A questão de como você deve empregar seu dinheiro ainda é um desafio frequente e razão para a falha citada por startups que não deram certo (29%).

3. Equipe errada.

Uma equipa diversificada, com diferentes conjuntos de habilidades foi muitas vezes citado como sendo fundamental para o sucesso de uma empresa. A grande maioria só se dá conta que deveria ter investido mais na equipe e sua estruturação depois que o negócio dá errado. Por que não contratamos alguém para cuidar desta parte, ou de outra, se torna um dos principais lamentos póstumos.

4. Ser competitivo.

Uma vez que uma ideia fica quente ou recebe validação de mercado, pode haver muitos concorrentes em um único espaço. Não se trata de ficar obsessivo com as possíveis competições, mas de forma saudável é preciso sim acompanhar e conhecer seus concorrentes direto, este motivo foi apontado por 19% das startups que falharam.

5. Precificação dos produtos e serviços.

Precificação de produtos e serviço ainda são para muitos a tarefa mais difícil em um negócio. E é justamente este quesito que estão grandes chances da sua empresa ser um sucesso, ou o contrário. Envolve operação e expectativa, afinal o que seu cliente está adquirindo além do próprio produto em si? Como gerar valor?

6. Produto Pobre.

Coisas ruins acontecem quando você ignora as necessidades dos clientes, seja de forma consciente ou não. É preciso estar atento e adequar, reformular seus produtos de acordo com o que eles esperam, não de acordo com o que você deseja ou planejou no início.

7. Eu tenho esse produto, agora eu só preciso de um modelo de negócio.

Os fundadores que contribuíram com este estudo parecem concordar que um modelo de negócio é importante, mas permanecer casado com um único canal e não buscar novas maneiras de ganhar dinheiro e de capitalizar sobre toda a tração adquirida é um tiro no pé.

8. Marketing pobre.

Conhecer o seu público-alvo e saber como obter a sua atenção e convertê-los em leads, os clientes são à base de um negócio bem sucedido e o marketing uma aliado nessa jornada. Os fundadores se dedicavam para construir um produto, mas 14% admitiu que promover o mesmo de forma adequada deixou a desejar.

9. Ser inflexível e não buscar o feedback do cliente.

Ignorar os usuários é uma forma experimentada e verdadeira para falhar. É fácil ser levado a pensar que o seu negócio é legal. Você tem que prestar atenção é nos seus clientes e se adaptar às suas necessidades.

10. Produto lançado na hora errada.

Lançar o produto muito cedo, os usuários podem descrevê-lo como não sendo bom o suficiente. E depois é difícil reverter uma primeira impressão. E se você liberar o seu produto demasiado tarde, você pode ter perdido a sua janela de oportunidade no mercado.

11. Perder o Foco.

Se distrair com projeções, problemas pessoais, e/ou perda geral de foco foi mencionado por 13% como um contribuinte para o fracasso.

12. Desarmonia com Investidores/co-fundadores.

Discórdia com um co-fundador é uma questão fatal para empresas iniciantes. Mas este problema não se limita a equipe fundadora, e quando as coisas vão mal com um investidor, ela pode ficar feia rapidamente para todos os envolvidos, de forma direta ou não. O fato é que o negócio é afetado, e muito.

13. Pivotar sem análise.

Pivotar como, por exemplo: do Burbn para Instagram, Tote para Pinterest ou do ThePoint para Groupon pode ser uma saída extraordinariamente boa, mas nem sempre acontece de forma positiva. O ditado “fracasse rápido para pivotar mais rápido ainda, nem sempre funciona”. Por isso esse assunto deve ser muito bem calculado, onde as alterações do modelo de negócios são feitos, as hipóteses são testadas e validadas, e os resultados são medidos.

14. Falta de Paixão.

Há muitas boas ideias lá fora, no mundo, mas 9% dos fundadores descobriram que a falta de paixão por um domínio e a falta de conhecimento foram as principais razões para o fracasso, não importa quão boa uma ideia é.

15. Localização ruim.

Localização foi um problema apontado em maneiras diferentes. A primeira foi a de que tem que haver congruência entre conceito e localização. Também desempenhou um papel na falha para equipes remotas. A chave é que se sua equipe está trabalhando remotamente, certifique-se de encontrar métodos eficazes de comunicação e controle.

16. Sem financiamento ou interessados investidores.

Amarrando a razão mais comum de ficar sem dinheiro, um número expressivo de fundadores de startups citaram explicitamente a falta de interesse dos investidores, no processo como um todo.

17. Desafios legais

Às vezes, uma startup pode evoluir a partir de uma ideia simples para um mundo de complexidades jurídicas que podem provar ser uma das causas principais do fracasso de negócios nascentes.

18. Não usar suas conexões ou rede.

Muitas vezes escutamos empreendedores lamentando sua falta de conexões com investidores ou com o próprio ecossistema. Ficamos surpreendidos ao ver que uma das razões para o fracasso foi empreendedores que disseram não ter utilizado adequadamente a sua própria rede. Seus investidores estão lá para ajudá-lo. Envolvê-los desde o início, e não tenha medo de pedir ajuda.

19. Esgotamento.

Equilibrar a vida pessoal com a profissional nem sempre é fácil. O esgotamento foi apontado como sendo uma razão para 8% dos que falharam. A capacidade de cortar suas perdas quando necessário e redirecionar seus esforços quando você vê um beco sem saída foi considerada importante para o sucesso e para evitar o burnout.

20.Falta de giro.

Quando necessário é preciso se desfazer logo de um produto ruim, de uma má contratação de funcionário ou de uma decisão errada tomada em algum momento. O mercado espera postura e eficiência, 7% indicaram essa razão. Uma escolha momentânea não pode ser tornar “um casamento infeliz e prejudicial”. É preciso progredir sempre, fazer com que as coisas girem.

É importante ressaltar que este tipo de análise orientada por dados não seria possível sem que um número de fundadores corajosos se dispusessem a compartilhar suas histórias e erros. Sem dúvida eles compreendem que só assim é possível contribuir para que novos empreendedores não cometam os mesmos erros.

Seja persistente e mãos a obra!

Por João Kepler

Não Siga a Manada. Pense Duas Vezes.

“Nós tentamos ter medo quando os outros são gananciosos e ser ganancioso enquanto os outros estão com medo.” Warren Buffett.

Empreender ou investir, é administrar situações de altíssimo risco. É saber que existe chance das coisas darem certo e errado. E para gerenciar riscos é imprescindível medir, medir e medir. E uma vez medido, é preciso decidir o que fazer.

Mas infelizmente, decidir o que fazer não é uma tarefa fácil. Pelo menos não para nós. Justamente por isso, é importante desenvolver um processo de tomada de decisão, para tentar evitar que as coisas deem errado e aumentar as chances de darem certas.

Ninguém sai de casa pensando “hoje vou tomar a decisão mais esdrúxula da minha vida”. Mas todos nós tomamos decisões das quais nos arrependemos. Até as pessoas mais “inteligentes” tomam a decisão errada. Muitas vezes, decisões estúpidas.

No nosso caso, tentamos tomar decisões em consenso, dentro do nosso comitê de investimento. Muitas empresas tem um conselho de administração, outras um conselho consultivo. Mas acima de tudo, é crítico ter um processo de como pensar sobre os problemas e oportunidades, e assim decidir para onde ir.

Quando refletimos sobre os problemas e oportunidades, tentamos sempre ter em mente que1:

1) Não somos especiais: a maioria de nós acredita ser especial, ou dotado de algum dom superior. Você se considera feio? Mau motorista? Menos hábil que seu concorrente? Ou acha que se você fizesse parte daquela equipe teria ganho o jogo? Ser otimista ou confiante demais é estatisticamente perigoso. Seja humilde.

2) Cuidado com a âncora: já experimentou tomar uma decisão depois de brigar com seu parceiro? Ou naquele dia que dá tudo errado? Reconheça que somos altamente influenciáveis. O resultado da reunião anterior pode mudar em muito as decisões que vai tomar na próxima. Não se deixe ancorar em pré-decisões. Mantenha uma mente aberta as opções.

3) Não depender de gurus: temos uma grande predisposição a confiar nos especialistas, que sempre sabem de tudo. O que eles dizem nem sempre se aplica a nossa situação específica. Incluindo o Warren Buffet! Vivemos em um mundo com muitas fontes de informação. Considere as novas ferramentas de BigData ou crowdsourcing para tomar decisões.

4) Prever o imprevisível: é impossível gerenciar um sistema complexo. Quando Garrincha perguntava se já tinham combinado com o Russos, era porque ele sabia que não dá para controlar tudo nem todos. Nós não sabemos tudo o que pode acontecer. Ponto.

5) A resposta é…depende: aprender a explorar causas e efeitos é árduo. A melhor técnica que conhecemos é a dos 5 Porquês da Toyota. Descasque 5 cascas da cebola perguntando 5 porquês consecutivos.  O máximo que pode acontecer é você chorar. E aprender que tudo depende.

6) O ponto de virada: você já tentou prever qual livro irá vender mais? Ou qual música será o próximo hit? E como uma roupa ou cor vira moda? Nós sabemos que existe um ponto de virada, de ebulição. Mas aonde?

7) Sorte ou habilidade: Eles ganharam o jogo porque deram sorte ou porque eram melhores? Entender o quanto a sorte e a habilidade influenciam uma determinada atividade é extremamente revelador. Um jogo de tênis é altamente dependente de habilidade. Já o resultado da roleta é pura sorte. Se queremos minimizar o azar, temos que ser os mais habilidosos, os melhores naquilo que fazemos.

Acima de tudo, acreditamos que o fundamental é aprender com os erros. Errar rápido. Procure registrar as decisões das suas reuniões de diretoria ou de conselho e no próximo encontro explorar o que levou às boas e as más decisões. É o único jeito de gerenciar o risco.

  1. Think Twice: Harnessing the Power of Counterintuition de Michael J. Mauboussin

Por Edson Rigonatti